#ScienceFeed Impressão de corações 3D

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Sim! Parece que estamos falando da impressão de órgãos humanos sintéticos voltados ao estudo da Anatomia (ainda nem tão populares na américa latina), mas não! Não estamos falando disto. Muito menos de brinquedos para crianças com potencial para formação cirúrgica (gastronômica).

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Estamos falando da impressão de órgãos 3D para transplante em humanos!!! Sim! Apesar dos investimentos de instituições e grupos para a doação de órgãos e tecidos humanos, em todo o mundo a média de espera por um transplante ainda é muito longa. De acordo com o Ministério da Saúde (link), o tempo médio de espera por um rim no Brasil é de 540 dias (mais ou menos 18 meses) (tenho minhas dúvidas), enquanto no Reino Unido esta espera pode chegar a 944 dias (link).

Segundo a Forbes, a espera por transplante deve ser a principal causa de morte na América, considerando que 900 mil pessoas morrem todos os anos nos US nesta fila (o que representa 35% das mortes do país em um ano).

Imprimir órgãos humanos para transplante não é algo como abrir um site de compras, comprar uma impressora 3d com um kit de tintas e sair por aí doando órgãos. Ainda não há no mercado materiais para esta finalidade. A “bioimpressão”, como é chamada a impressão de órgãos humanos, vem sendo desenvolvida por empresas em conjunto com uma série de pesquisadores em engenharia de materiais (tecidos).

A primeira impressora neste ramo surgiu em Janeiro de 2016, a Cellink , premiada por inovação e empreendedorismo. Esta bioimpressora foi desenvolvida pelo mesmo grupo de pesquisadores que criaram a primeira “biotinta”(?), Erik Gatenholm, Héctor Martínez e Ivan Tournier. A biotinta é feita primariamente de um material chamado alginato (extraído das algas marinhas) e nanocelulose (fibra de madeira quebrada em nanoescala).

Você morre porque os seus órgãos falecem. Se podemos começar a substituir eles, então podemos estender a vida!

Erik Gatenholm da Cellink

Para imprimir os órgãos, basta uma representação digital dele que permita o separar camada a camada…. o resto, a impressora faz sozinha. A proposta é que, em breve, a equipe seja capaz de imprimir órgãos complexos como fígados e corações para serem usados em transplantes.

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Recentemente, o grupo L’Oreal (aquela indústria que ninguém conhece) de cosméticos divulgou a destinação de recursos massivos na bioimpressão. Como tudo no mundo capitalista, o objetivo da empresa é 💰💵💰 imprimir pele 3D e folículos de cabelo sintético a serem implantados no couro cabeludo através de parceria com uma statup de cientistas chamada Poietis. Um outro objetivo da L’Oreal, é a redução do uso de animais em laboratório nos experimentos com cosméticos.

Sobre a impressão cardíaca

(Não resisti ao trocadilho).

Por que imprimir um coração?

– Ele é um órgão de anatomia e fisiologia relativamente simples;
– Possui funcionamento bem compreendido pela ciência, diferente de outros órgãos como o encéfalo;
– Sendo assim, o coração se torna um órgão relativamente simples de ser feito o qual beneficiaria milhares de pessoas no mundo todos os anos.
– No Brasil em 2016, segundo dados do Ministério da Saúde, 357 transplantes foram realizados, restando 341 pacientes na fila de espera. No caso do rim, 24.914 pessoas aguardam por uma doação. Já na Europa, a lista de espera por um coração chega a 3,500 pessoas (10x maior). (Meio estranha essa estatística brasileira, não?!)
– Veja quais são os critérios da lista de espera para transplantes de órgãos no Brasil via Ministério da Saúde.

Por que não imprimir um coração hoje (Setembro 2017)?

– Imprimir um pedaço de pele é diferente de imprimir a pele do corpo inteiro, por exemplo. O mesmo vale para o coração.

– O grande problema de imprimir órgãos inteiros chama-se: vasos sanguíneos. Todos os tipos de vasos sanguíneos já mostraram ser muito difíceis de serem imprimidos, principalmente capilares que precisariam ter um tamanho microscópico.

– Aliás, aos interessados, a NASA lançou o “Vascular Tissue Chalenge“, o qual dará um prêmio de $500,000 para o primeiro time de pesquisadores a criar um pedaço de 1cm de tecido humano que possa sobreviver 30 dias in vitro com suprimento artificial. Qual grupo vencerá???

Quão distantes estamos da impressão de órgãos para transplantes?

– Não se sabe ao certo, times de pesquisadores previram ao The Guardian que em seis anos será possível imprimir um coração completo.

– Também não se sabe quando estes corações poderão ser usados para transplante.

– A única estimativa numérica, é que cerca de $1.3 bilhões de dólares estarão sendo gastos na indústria de bioimpressão próximo de 2021… Parece que não estamos tão longe assim, não é? Onde você estará em 2021?

Como imprimir um coração?

Fontes:
https://cellink.com/
https://www.3dprintingbusiness.directory/news/i-met-cellinks-erik-gatenholm-totally-by-chance-and-it-was-inkredible/
http://handels.gu.se/english/education/master/?contentId=1415785
https://www.theguardian.com/technology/2017/jul/30/will-3d-printing-solve-the-organ-transplant-shortage (Edição).

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Elaborando o cabeçalho de uma atividade escrita a mão

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Pensando no desconhecimento de muitos em preparar uma atividade escrita a mão organizada, decidi ilustrar os itens que devem constar neste tipo de atividade.

Abaixo ilustro como um cabeçalho básico pode ser elaborado:

abc

abv

Observações:

  1. Revise o texto antes de entregar a atividade.
  2. Caso observe algum erro ou equívoco, marque um asterisco no local e ao final da atividade insira uma legenda: “*Onde se lê pitsa, leia-se pista”.
  3. NÃO utilize corretivo em hipótese alguma!
  4. NÃO escreva usando caneta vermelha!
  5. Mantenha o recuo ao iniciar um novo parágrafo!
  6. Escreva com recuo na primeira linha do parágrafo.
  7. Ao escrever algo errado, siga a frase com “digo,” e corrija-a. Exemplo: “Atravessou a pitsa, digo, pista e seguiu caminhando.”

Lembre-se: alguém não é culpado por errar sem saber, mas o é por continuar no erro.

Bom trabalho!

Processo Seletivo de Pesquisa e Extensão 2016.2

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Está aberto o processo seletivo de discentes para pesquisa e extensão no período 2016.2. As inscrições vão até a próxima sexta-feira, dia 05 de agosto, neste link. Os projetos elencados abaixo foram aprovados para execução em 2016.2 pelo Centro Universitário de João Pessoa através do edital 02-2016 da Pró-Reitoria Acadêmica. Mais detalhes em http://unipe.br/2016/06/30/proac-divulga-lista-de-projetos-2016-2-aprovados/

Projetos de Extensão

Slide4Slide3


Slide2


Projeto de PesquisaSlide1

Relato de experiência no ensino da Anatomia: Medicina UNIPÊ

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Apresentação de relato de experiência realizada na V SAPIENS, Semana de Atualização Pedagógica, promovida pelo Centro Universitário de João Pessoa!

Anatomia

Confira no ResearchGate, DOI:10.13140/RG.2.1.5141.4002

Nem só de cadáveres vive a Anatomia: o papel da abordagem anatomoclínica em contextos complexos

Novo Acordo Ortográfico do Português Brasileiro: O que muda nos termos biomédicos?

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Em vigência no Brasil desde janeiro de 2013, o novo acordo ortográfico da língua portuguesa ainda gera dúvidas sobre o modo adequado de grafar algumas palavras. Muitas das dúvidas, provavelmente, são decorrentes das inúmeras exceções identificadas no português brasileiro em relação às regras gerais.

Considerando as regras de acentuação gráfica, mais simples, as principais mudanças se deram na remoção ou manutenção de acentos quanto a sua posição nas sílabas tônicas e nos encontros vocálicos. Os quadros abaixo ilustram alguns exemplos do uso ou desuso dos acentos.

Acta Cirurgica Brasileira

Acta Cirurgica Brasileira. Vol 27:7, 2012.

Além das mudanças na acentuação, as alterações na grafia de palavras relacionadas ao uso do hífem estão entre aquelas com maior número de dúvidas. Abaixo descrevemos as principais regras e exemplos de uso na terminologia biomédica (anatômica).

Usa-se o hífen para separar prefixos quando o segundo elemento começa com h

Adeno-hipófise
Mm. infra-hioideos
M. tíreo-hioideo
M. estilo-hioideo
M. milo-hioideo
M. omo-hioideo
M. esterno-hioideo
Anti-histamínico
Recessos supra-hepáticos
Neuro-hipófise

Não se utiliza hífen quando a vogal final do prefixo e a inicial do segundo elemento forem diferentes

Trato corticoespinal
Trato neoespinotalâmico
Neurônio pseudounipolar
Semiespinha nasal
Prega ariepiglótica
Forame infraorbital
Anteroinferior

Sempre a vogal final do prefixo e a inicial do segundo elemento forem iguais, usa-se o hífen

Anti-inflamatório
Micro-organismo
Intra-auricular
Retro-ocular

Quando o prefixo co- justapõe-se ao segundo elemento, não se usa prefixo

Coordenação motora

Não se usa hífen quando o prefixo terminado em vogal e segundo elemento inicia em consoante

Trato espinotalâmico
M. esternotireoideo
M. cricotireoideo
Válvula semilunar
Microcefalia
Antebraço
Arquicerebelo
Semicanal incisivo
Hipotireoidismo
Gordura extraperitoneal
Espaço retroperitoneal
Veia retromandibular
Correlações anatomoclínicas
Laterolateral
Posteromedial
Paratireoide
Aracnoidemáter

Quando o segundo elemento inicia em r ou s, duplicam-se as consoantes

Autorregulação
Macrossistema
Contrarresistência
Hiperssensibilidade
Antirrugas
Glândula suprarrenal
Anterossuperior

Quando o segundo elemento inicia em r com os prefixos hiper, inter e super, usa-se hífen

Hiper-reflexivo

Não se usa hífen quando o segundo elemento não inicia em r nos prefixos hiper, inter e super

Hiperextensão
Hipertensão
Plano interespinal
Plano intertubercular
Prega interuretérica

Usa-se hífen quando o prefixo sub é seguido por b, h ou r

Sub-humano

Nos demais casos, não se usa hífen

Submentual
Submandibular
Subcostal
Subdural
Subaracnoideo
Núcleo subtalâmico

Em compostos com recém, usa-se hífen

Recém-nascido
Recém-formado

Pré- e pós- mantém o uso do hífen, exceto quando não são acentuados:

pré-cúneo, preconceito, predisposição, posfácio

 


Quadro: Pereira TA, Montero EFS. Terminologia DeCS e as novas regras ortográficas da língua portuguesa:  orientações para uma atualização. Acta Cirurgica Brasileira, 27:7, 2012.